QUANDO OS MACHOS ENGRAVIDAM!

Este é o sonho de toda mãe de família: pelo menos dividir com seu parceiro, a responsabilidade de gestar a prole. Mas quem, neste mundo, faria tal coisa? Eles, os peixes singnatídeos!! E não necessitam dividir com a parceira tal atividade gestacional, eles fazem sozinhos!!! Os singnatídeos (peixes da família Syngnathidae) são representados pelos cavalos-marinhos, peixes-cachimbo, cavalos-cachimbo e dragões do mar. E em todos estes casos, é o macho quem engravida.

Perguntas sempre surgem: Como se sabe que é o macho quem engravida? Será que ele não é ela e vice-versa? Será que são hermafroditas? As respostas são simples: sabemos que é o macho quem engravida porque é o par que produz espermatozoides, enquanto a fêmea produz ovócitos que são liberados dentro da bolsa do macho para fecundação e gestação. Mesmo nos grupos que apresentam hermafroditismo, dentro dos singnatídeos, a gravidez só acontece na fase de macho do peixe, ou seja, enquanto ele está produzindo espermatozoides.

Vamos falar aqui, como exemplo, do cavalo-marinho, que não é hermafrodita:

Após receber os ovócitos de sua companheira dentro de sua bolsa incubadora, o macho os fertiliza e dá início ao processo de gravidez. Durante a gravidez, os ovos (ovócitos fecundados) se desenvolvem em embriões, passando a larvas que se nutrem do saco vitelínico até o nascimento, quando o vitelo é todo consumido, e os jovenzinhos emergem do ovo, ainda dentro da bolsa incubadora e são expelidos para fora junto com as cascas e resíduos da gestação. Ao nascimento, os cavalinhos são miniaturas de seus pais, nadando e se alimentando sozinhos, sem o cuidado dos pais.

À esquerda, bolsa incubadora do cavalo-marinho macho (Hippocampus patagonicus) aberta expondo os embriões em desenvolvimento. À direita, desenvolvimento de Hippocampus reidi, a parti do ovo fecundado até a completa absorção do saco vitelínico, culminando no nascimento. Quando dentro da bolsa incubadora, o focinho é achatado para compensar o espaço interno, mas no momento do nascimento com o rompimento do corion ele é liberado para o meio externo e toma seu formato tubular característico.

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Mapa de Distribuição de Especies

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DISTRIBUIÇÃO PARA O BRASIL RETIRADA DE: Silveira, R.B., Siccha-Ramirez, J.R., Silva, J.R.S. & Oliveira, C. (2014) Morphological and molecular evidence for occurrence of three Hippocampus species (Teleostei: Syngnathidae) in Brazil. Zootaxa, 3861 (4), 317–32.
DEMAIS DISTRIBUIÇÕES RETIRADAS DE: Lourie, S.A.; Pollom, R.A.; Foster, S.J. 2016. A global revision of the Seahorses Hippocampus Rafinesque 1810 (Actinopterygii: Syngnathiformes): Taxonomy and biogeography with recommendations for further research. Zootaxa, 4146 (1): 001–066